"Once upon a time there was a girl I knew, who lived across the street. Brown hair, brown eyes. When she smiled, I smiled. When she cried, I cried. Every single thing that ever happened to me that mattered, in some way had to do with her. That day Winnie and I promised each other that no matter what, that we'd always be together. It was a promise full of passion and truth and wisdom. It was the kind of promiss that can only come from the hearts of the very young."(Kevin Arnold)


























 
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Bigornas
 
quinta-feira, setembro 15, 2005  
BALANÇO DOS 9 PRIMEIROS MESES DE FACULDADE

Onde eu estudo as pessoas só usam allstar, os meninos tem cabelo comprido e as meninas, curto. Onde eu estudo elas lêem mangá, usam camisas vermelhas do Che e há quem boicote o Mc Câncer. Onde estudo música é Chico e literatura é Machado. Dinheiro pouco importa, banho também.

Feliz? Ôpa! Querem ver o quanto? Me imaginem substituindo Bill Murray na capa de Lost in Translation. Digno de um Oscar.

12:30 AM

quinta-feira, abril 21, 2005  
A Trsiteza Deu Lugar À Felicidade

Domingo passado, dia 17, tive a realização de um sonho, daquele sonho que me acompanhou por 10 anos. Foi como deveria ser, muitas emoções, muitas lágrimas e muitos sorrisos. O lugar estava ótimo, as companhias, o som, tudo em seu devido lugar.

Suas palavras, seus gestos e olhares me tocavam de um jeito especial, de um modo que nunca havia sentido antes. Durou 1h30 mas poderia ter sido apenas 15 minutos, não importava. O que realmente interessava naquela hora era que eu estava ali e eles também. Tendo essa combinação a magia estava à solta e nada mais poderia nos atrapalhar.

E não falo só por mim, eles também sentiram tudo isso. Em um determinado momento em que todos num único coro pensavam na mesma pessoa, ela chorou. Ali, na frente de todos, ela fechou os olhos, sorriu e logo em seguida se virou para enxugá-los. Foi perfeito, depois ainda vieram os apalusos dos mais diversos lugares e o doce olhar orgulhoso de seu marido.

Essa não foi a primeira e nem a única, um sonho não se divide em partes. Haverão outras mais longas, mais próximas e mais confortáveis mas não melhores do que essa. Nessa entreguei meu coração e o recebi de volta quase que no mesmo instante. Foi perfeito!

5:12 PM

quinta-feira, outubro 21, 2004  
PRINCESA

Não era a mais bela, nem a mais carinhosa. Tinha um olhar terrível, assustador. Gostava de ficar só, assitia tudo de longe, nunca demosntrou fraqueza, nem dor. Era pequenina, uma verdadeira bola. Mesmo assim não miou, não gemeu uma vez sequer quando seus 6 filhotes vieram.

Não é brincadeira, nem exagero. Eu vi 5 deles nascerem e ela continuava firme como sempre. Os dias se passaram e ela parecia a mesma, sem se importar com seus filhotes. (que infelizmente agora são 5) Era só impressão, se você chegasse perto deles, ela surgia com um tiro para protegê-los.

Ela nunca foi de comer, mas com deveres a cumprir a fome sempre aparece. Preparei um belo prato e levei até seu ninho. Os garotinhos estavam lá, dormindo um em cima do outro; ela deveria estar lá na frente de casa tomando um ar puro. Ela adorava fazer isso, ficar em frente de casa bem quieta no lugar mais escuro possível sem mover uma pata sequer.

Quando abri a porta ela não veio ao meu encontro como o de costume. Chamei-a mas não foi preciso repetir o chamado. Eu a vi no meio da rua, deitada. Olhei o suficiente para saber que era um gato, mas você sente quando acontece. Chamei meus pais e eles confirmaram.

Mal pude imaginar que a dor maior viria somente depois: 5 gatinhos de apenas 7 dias miando desesperados atrás da mãe. Quando você se aproxima deles, eles miam para chamar a mãe e esta os protegê-los. Se ela não aparece, eles miam cada vez mais e seus coraçõezinhos batem cada vez mais rápido de medo.

Talvez eles não sobrevivam, disse a veterinária. Tentamos dar mamadeira para eles. No começo eles recusaram, cuspiam tudo, engasgavam. Depois acabaram aceitando, uns mais facilmente que os outros. É indescritível a sensação de vê-los mamar. É algo muito forte e bonito. Você, ao segurar a mamadeira, sente a força de suas sugadas. Sente que eles estão bem, seguros por estarem em seus braços.


6:28 PM

terça-feira, setembro 28, 2004  
De novo?

O que há nessa cidade durante os meses de setembro e outubro? Os dias são felizes, mas os anos não. Não pode ser obra de Laerte, aposto que Ele nem sabe das coisas que aconteceram. Parece uma maldição: "Todos os jovens dessa cidadão conhecerão a dor mais forte que seus corações possam sentir."

Não dá, um acontecimento liga-se ao outro naturalmente. A dor de um ano nunca vem sozinha, junto ela trás as dores passadas. Apesar de pouco conhecê-la, o frio na espinha foi o mesmo que "Aos 14".

E, queridos Comichão e Coçadinha, não se preocupem. Está tudo bem, eu estou bem, não é ninguém próximo.

9:04 PM

quarta-feira, setembro 15, 2004  
Tristeza

Perdi algo que nunca tive. Foi esse fim de semana, dia 11. Estranho, mas dolorido, pois tenho esse sonho desde meus 8 anos mais ou menos. Sonho de criança, aquele que é o mais especial do mundo pois você junta vários coisas numa só: lembro-me da primeira vez que o vi, quem me mostrou, o que significava, o quão engraçado era. Uma sensação tão forte que te dá a certeza que um dia você irá tê-lo.

O dia era esse, dia 11, o grande dia. Mas não aconteceu por mais que o desejo de ambos fosse o mesmo. Infelizmente isso não dependia só de nós dois, era preciso ter uma terceira pessoa. Era preciso sim, por mais miserável que essa pessoa possa parecer, você precisa confiar em sua palavra, é preciso arriscar. Em 90% dos casos ela é confiável, ou até mais, só que dessa vez não foi assim.

Por algumas horas tive tão perto de conseguí-lo, tão perto ... E a dor é tanta que você não sente raiva,nem vontade de quebrar a cara dessa pessoa. A dor de ter perdido algo tão especial é bem maior de qualquer coisa. Queria não ter sentido isso, pois eu não esperei 10 meses e sim 10 anos.

5:12 PM

sábado, agosto 21, 2004  
Minha mãe estava maravilhosamente linda sexta-feira passada.

8:35 PM

quarta-feira, agosto 18, 2004  
Confesso

Sempre tive o costume de ficar algum tempo acordada em minha cama antes de pegar no sono. Nesse meio tempo vem em minha mente diversos pensamentos, planos, sonhos. Posso passar horas pensando na mesma coisa ou então não pensando em nada.

Quando criança, por diversas vezes, chorei a morte de meus avós paternos. Um choro tardio pois eles morreram em uma época em que a única dor que sentia era a de pequenos tombos, ralados e broncas.

Nunca fui de dizer o que sentia, mas aquele choro me fazia querer estar no colo do meu pai. O jeito era fingir ter batido alguma parte de meu corpo contra a parede durante o sono, já que minha cama é enconstada nela.

Pronto, tinha tudo o que eu queria, o elo mais próximo com os meus avós me dando carinho e atenção. Depois de alguns minutos o meu "galo na testa" sumia e, no colo do meu pai, retornava para cama.

Se eu dissesse a verdade teria que ouvir coisas que não gostaria, coisas que quebrariam todo aquele encanto. Poderiam achar que eu tinha algum problema sério, já me machucando, meu pai só pensaria que eu era uma criança inquieta quando deitada.

9:40 PM

 
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